PATOLOGIA MÉDICA

Fadiga - afeta uma população diversa. Alguns alpinistas apenas necessitam ser retirados do local onde se encontram , por estarem apresentado quadro de fadiga e cansaço. São na maioria das vezes , alpinistas desidratados que não querem carregar consigo um fogareiro, no intuito de manter a mochila mais leve, e que com isso não podem derreter a neve para consumo próprio durante a escalada. Isto pode levar a morte por desidratação e hipotermia.

Edema pulmonar de alta altitudMal Agudo das Montanhas (ou Doença da Altitude) - muito frequente, que geralmente começa após um intervalo livre de sintomas de 4 a 6 horas acima de 3500m de altitude. No Maciço do Mont-Blanc, é comum ocorrer o mal das montanhas após uma noite em um dos três refúgios que propiciam o aparecimento do quadro. Tais refúgios situam-se na via normal de acesso ao Mont-Blanc. É comum o alpinista fazer uma ascensão rápida e passar a noite no refúgio. São eles o 'Refuge des Cosmiques' (3613m), facilmente alcançado pelo teleférico da 'Aguille du Midi', o 'Refuge du Goûter' (3812m), que requer maior esforço para ser alcançado, e finalmente a 'Cabane Vallot' (4360m), que muitas vezes abriga alpinistas, por diversos dias, que tentaram atingir o cume mas ficaram retidos por condições climáticas desfavoráveis. Os sintomas são muitas vezes limitados a cefaléias, dispnéia e náusea. No entanto, o mal agudo pode ser mais grave. Recebemos por ano, no serviço, de 3 a 5 casos de edema pulmonar agudo de altitude e edema cerebral de altitude. Os alpinistas se enganam quanto ao fato de pensar que estas patologias só costumam ocorrer em altitudes extremas e grandes expedições. O tratamento é relativamente fácil, ou seja, descida e oxigênio. Em muitos casos os pacientes são convidados a participar de testes de hipóxia no serviço médico da ENSA.

Insuficiência Coronariana - Ocorre com mais frequência em pacientes do sexo masculino, com idade média de 50 anos, que realizaram ascensão rápida de teleférico e esforço em altitude. São admitidos no hospital pacientes com dor torácica e em torno de 5 casos de infarto do miocárdio, por ano, em alpinistas ou esquiadores. Um estudo encontra-se em andamento no DMTM para determinar a relação entre hipóxia e desencadeamneto da insuficiência coronariana.

Insolação - São extremamente raros (3 em 5000 casos), são favorecidos por esforço prolongado, vestimenta inadequada, falta de hidratação e tempo nublado. Pode levar a distúrbios de comportamento, coma, até mesmo parada cardíaca devido a hipercalemia. Dois casos de necrose tubular necessitaram de três semanas de hemodiálise.

(C) DMTM CHAMONIX 1998

Merci à Vanessa, de Rio, pour la traduction.

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