Trata-se de um estudo restrospectivo de nossa ampla série de sintigrafias em lesões pelo frio. A análise de 100 casos e consulta aos prontuários deverá permitir avaliar a importância de tal exame no prognóstico de cada quadro.
A sintigrafia é limitada quanto a sua resolução. Por outro lado, ela mostra-se de fundamental importância no que se refere a determinação do local mais adequado a amputação, e se esta deve ou não ser realizada.
A ressonância magnética, por permitir a visão direta dos tecidos, assegura e permite avaliar com maior precisão a conduta no decorrer da evolução. Permite ainda, vizualizar e separar tecidos são de tecidos lesados, que levam a sequelas tróficas e os tecidos mortos a serem amputados. Um estudo já encontra-se em andamento, onde a primeira etapa consistiu em validar o protocolo das imagens. A segunda etapa deste estudo está sendo a inclusão prospectiva de pacientes portadores de lesão de grau profundo.
Como torna-se difícil a comparação com resultados em experimentação animal, a grande parte dos protocolos de tratamento das lesões pelo frio, têm se baseado na fisiopatologia destas lesões e são ainda empíricos.
Tratamentos clássicos, associam ao reaquecimento, a inibidores da cascata do ácido aracdônico, a vasodilatadores e muitas vezes a anticoagulantes. Um grande número de drogas são apresentadas no mercado e as escolas terapêuticas são diversas, trazendo com isso a possibilidade de sucesso variável ou muitas vezes fracasso no tratamento.
Como nosso serviço recebe grande número de pacientes com lesões pelo frio, isso nos permite estudar de modo estatístico estas diferentes vias terapêuticas. Após opinão favorável do Comitê de Ética, nós iniciamos uma avaliação de três protocolos, nos quais associamos de diversas maneiras a aspirina, vasodilatadores e trombolíticos. Este estudo tem previsão para três anos e teve início em julho de 1997.
Trata-se de um estudo retrospectivo de uma série de casos e avaliação de prontuários, na tentativa de determinar se a hipóxia de altitude é responsável ou não por acionar a isquemia coronariana.
O DMTM participou de uma operação excepcional: a experiência européia no Everest COMEX 1997, onde o objetivo era estudar a adaptação do homem a altitudes extremas. Foram realizados 18 protocolos, sobre diferentes funções do organismo, durante ascensão simulada ao Everest (8848m) numa câmara hipobárica , em Marseille, em abril de 1997. Diversos resultados serão apresentados no próximo Congresso sobre Hipóxia, em Jasper no Canada, durante os dias 28 de fevereiro a 3 de março de 1999.
(c) DMTM CHAMONIX 1998